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domingo, 17 de novembro de 2013

Intra-ativismo: como destruir padrões mentais negativos

Ativismo é uma postura baseada em ações práticas para mudanças reais do status quo, alicerçada em novos valores, que ainda não são praticados dentro da sociedade onde se está inserido. E muitos confundem ativismo com vandalismo. O verdadeiro propósito do ativismo são mudanças do sistema vigente, como nas estruturas sociais ou organizações econômicas ou ambientais, seja ele qual for. Mas como mudar a realidade a nossa volta, sem a destruição de patrimônios, que pertencem a todos? Existem várias alternativas para termos mudanças, todas com seus impactos, umas mais rápidas, outras mais lentas, mas se pudermos manter valores positivos, sem ódio ou ignorância envolvidos durante esse processo de mudança, o vandalismo não florescerá. 

Bem, mas podemos abordar o conceito do ativismo para outro uso, o pessoal: o intra-ativismo.

Mas e se pudermos trazer esse conceito para dentro de nós, será que podemos fazer "ativismo interno", ou seja, dentro de nós mesmos, para rompermos com estruturas mentais desgastadas e que só sugam nossa energia interna?

Será que para utilizamos o intra-ativismo como um modelo mental para romper padrões internos negativos precisamos de verdadeiras revoluções mentais internas com alto poder destrutivo das amarras mentais que nos aprisionam dentro de nós mesmos? 

Nesse contexto, do ativismo mental, processos de destruição de emoções negativas e seus sistemas que o mantem vivos, precisam ocorrer. Processos dolorosos muitas vezes, onde uma verdadeira guerra ocorre nos campos entre a razão e a emoção, entre o mudo subjetivo e objetivo, entre a fantasia e a realidade. 

"Mudanças internas só ocorrem com revoluções mentais". 

sábado, 26 de outubro de 2013

A plenitude versus a produtividade

Como pensar uma nova sociedade senão a partir da reflexão e ideias sobre o que nos faz bem enquanto seres humanos?
 
Quando me permito ficar comigo mesmo, exercito minha verdadeira individualidade, sem as convenções e regras que o coletivo e a sociedade insistem em me tirar e que me obriga a afastar-se de mim mesmo em prol do sistema, de uma sociedade deturpada por valores mecânicos, insensíveis e simplesmente desumanos.
 
O sistema é a soma de todas os ideais de cada indivíduo ou é uma entidade com valores e fins próprios? É uma questão insolúvel como quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Todavia, a relação entre ambas é intrínseca, inevitável e simbiótica, e isso nos leva ao ponto de nos permitirmos saber o que exatamente queremos para nós enquanto seres humanos nesse ínfimo período de nossas existência.
 
Atualmente, para a maioria das pessoas que vivem sob o sistema globalizado, não temos liberdade de exercemos nossa plena individualidade enquanto seres pensantes em prol da nossa subjetividade, nossa identidade real, enfim, nossa essência. O sistema nos obriga a sermos parte da produção massiva em prol de objetivos que mantenham o próprio sistema vivo e operante, nos mantendo sempre ativos em termos de produtividade de atividades de manutenção e até expansão da dita sociedade civilizada.
 
Qualquer indivíduo que se permita exercer sua liberdade reflexiva para estar e se sentir em contato consigo mesmo será visto como um ato digno de repreensão e punição pelo sistema. O velho mundo nos deu Sócrates e outros pensadores que lutaram pela liberdade do ser humano contra a escravidão por outros seres humanos e contra sistemas opressivos, e também nos deixou sementes para continuarmos nossa busca dentro do nós mesmos, e para isso precisamos apenas de tempo, um dos recursos mais valiosos, se bem utilizado.
 
Sim, busco usar e otimizar o tempo que é meu mesmo, busco a autêntica liberdade que estar em contato com o que há de mais puro dentro de mim, e isso me define como um ser humano pleno.